Vamos todos cantar de coração:
"A cruz de malta é o teu pendão!"
Tens o nome do heróico português.
Vasco da Gama, tua fama assim se fez.
lomadee
quinta-feira, 2 de junho de 2011
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Paulllll in Rioooooo
Foram 2h35 de show e nostalgia no Engenhão. Paul McCartney entrou no palco 15 minutos após o horário previsto e manteve o setlist que vem apresentando, como ocorreu no Chile, em 11 de maio. A coletânea que misturou Beatles e The Wings (banda que formou nos anos 70 após a separação dos rapazes de Liverpool) empolgou o público, que retribuiu. O britânico ficou boquiaberto quando, ao entoar “Hey Jude” no piano, viu surgir inúmeros cartazes com a inscrição: “Na”. E o “na-na-na” no fim da música ficou apenas com a plateia e o bumbo da bateria.
No apagar das luzes, Paul ainda mostrou a camisa do Brasil arremessada ao palco, com o número 10 e o nome “Macca”. “Agora sou do time brasileiro, é oficial!”, brincou o músico, antes da chuva de papel picado verde, amarelo, azul e branco.
A apresentação começou às 21h45 com “Hello, Goodbye”, dos Beatles, com Paul ainda vestindo o blazer azul que tirou logo depois que se encerrou a permissão para os fotógrafos profissionais captarem imagens. Nas mãos, o clássico baixo Hofner, e o público. O ex-Beatle desfila um carisma difícil de ser igualado. Na sequência, “Jet”, do The Wings, e a primeira das muitas vezes em que Paul falou português. “Olá, Rio! E aí, cariocas! Boa noite, Brasil!”, gritou, antes de emendar “All My Loving”, para delírio da plateia. A voz marcante teve valiosa ajuda, em diversos momentos, dos backing vocals, com destaque para o gorducho e caricato baterista Abe Laboriel Jr., que espancou sem dó as caixas, surdos e pratos.
Depois de mais duas canções pós-Beatles – em uma delas (“Let Me Roll It”), o britânico tocou com uma Les Paul customizada, cheia de desenhos, e ainda encerrou com acordes de “Foxy Lady”, de Jimi Hendrix – Paul fingiu que jogaria a guitarra ao público, mas se sentou ao piano. As primeiras notas de “The Long and Winding Road” arrancaram gritos das tietes. Foi uma versão curta, como ocorreu com alguns outros sucessos do quarteto mais famoso do da indústria fonográfica.
Após mais duas músicas do The Wings, Paul voltou aos Beatles com a country “I’ve Just Seen Your Face”, já com um violão. Desta vez, falou em inglês: “É sempre ótimo para nós vir a este lugar, lindo lugar, com lindas pessoas, linda música... Vocês amam música? Nós amamos vocês! Yeah, yeah, yeah”, disse, ao iniciar “And I Love Her”.
Antes da faixa seguinte, “Blackbird”, Paul explicou: “Nos anos 60, tínhamos muitos problemas com os direitos civis. Ouvíamos esses problemas, especialmente as questões pelas quais os negros estavam passando. E escrevi essa música para eles”. Na sequência, uma homenagem a John Lennon: “Essa eu escrevi para o meu amigo John”, limitou-se a dizer Paul antes de cantar “Here Today”, encerrada com “essa foi para você, John”.
Curiosamente, apesar da pitada de política, a música com maior contexto político do show, "Give peace a chance", de John Lennon, não teve qualquer fala de apresentação e se fundiu com "A Day in Life", que pouco se encaixa, não musicalmente, mas neste aspecto. "Give peace a chance" foi composta enquanto o ex-presidente norte-americano Richard Nixon insistia em mandar mais jovens para a guerra no Vietnã, tentava deportar Lennon e Yoko Ono, e concorria à reeleição. A canção virou trilha de um protesto com meio milhão de pessoas em frente à Casa Branca. Foi cantada, no Rio, com o símbolo do movimento "hippie" no telão.
Outro momento que empolgou foi “Eleanor Rigby”, com o tecladista Paul Wickens sintetizando em seu Yamaha os violinos para acompanhar o violão e os backing vocals. Na parte final do show, em "Lady Madonna", ele voltou a se escorar na tecnologia. Na ausência de um sax, colocou um quase imperceptível, a não ser nas ampliações no telão, equipamento que pode ser descrito como um apito eletrônico. Na verdade, ali controlava, no sopro, a intensidade do instrumento, e, com as mãos, no teclado, dava as notas do sax virtual.
Na sequência, um tributo a George Harrison, com “Something”: “Essa é um tributo ao meu amigo George”, afirmou, enquanto algumas fotos dos Beatles, e muitas de Harrison, passavam no telão. Depois de “Band On The Run”, “Ob-la-di, Ob-la-da” e “Back in The USSR” fizeram o público dançar e pular, com Paul encerrando em imitação de gritinhos de lobo.
O único solo de guitarra que arriscou foi em “I’ve Got a Feeling”, novamente com uma Les Paul, antes de iniciar a série final só com músicas dos Beatles. De “Paperback Writer” a “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band”, intercalando petardos como “Helter Skelter” e "Day Tripper" (versão com boa pegada que usou guitarra semi-acústica ao lado de uma Fender Telecaster), foi pura nostalgia.
Em “Hey Jude”, que cantou antes de sair do palco para um rapidíssimo intervalo, os balões coloridos e cartazes de “na-na-na” emocionaram o cantor: "You are very cool, that 'na-na-na' was very nice (Vocês são muito legais. Aquele 'na-na-na' foi muito bom")". Durante o coro de "na-na-na", Paul voltou ao português: "Agora só as mulheres", disse. "Continuem as mulheres", emendou. Em seguida, escorregou, mas não comprometeu: "Agora todos mundos (sic)!".
Outro ponto alto foi o show pirotécnico na empolgante “Live and Let Die”. A potência das labaredas à beira do palco no refrão, além dos fogos de artificício lançados na frente e, em maior escala, nos fundos do palco, impressionaram. O fim, às 0h20, foi com "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band", chuva de papel picado e uma simples frase: “Até a próxima”. No caso, a próxima será nesta segunda-feira, no mesmo local.
Setlist
1 – Hello, Goodbye
2 – Jet
3 – All My Loving
4 – Letting Go
5 – Drive My Car
6 – Sing The Changes (The fireman song)
7 – Let Me Roll It
8 – The Long and Winding Road
9 – 1985
10 – Let’em In
11 – I’ve Just Seen a Face
12 – And I Love Her
13 – Blackbird
14 – Here Today
15 – Dance Tonight
16 – Mrs. Vandebilt
17 – Eleanor Rigby
18 – Something
19 – Band on The Run
20 – Ob-la-di, Ob-la-da
21 – Back in The USSR
22 – I’ve Got a Feeling
23 – Paperback Writer
24 – A Day in Life/ Give Peace a Chance
25 – Let it Be
26 – Live and Let Die
27 – Hey Jude
Bis
28 – Day Tripper
29 – Lady Madonna
30 – Get Back
Bis
31 – Yesterday
32 – Helter skelter
33 – Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band
Fonte Ig
No apagar das luzes, Paul ainda mostrou a camisa do Brasil arremessada ao palco, com o número 10 e o nome “Macca”. “Agora sou do time brasileiro, é oficial!”, brincou o músico, antes da chuva de papel picado verde, amarelo, azul e branco.
A apresentação começou às 21h45 com “Hello, Goodbye”, dos Beatles, com Paul ainda vestindo o blazer azul que tirou logo depois que se encerrou a permissão para os fotógrafos profissionais captarem imagens. Nas mãos, o clássico baixo Hofner, e o público. O ex-Beatle desfila um carisma difícil de ser igualado. Na sequência, “Jet”, do The Wings, e a primeira das muitas vezes em que Paul falou português. “Olá, Rio! E aí, cariocas! Boa noite, Brasil!”, gritou, antes de emendar “All My Loving”, para delírio da plateia. A voz marcante teve valiosa ajuda, em diversos momentos, dos backing vocals, com destaque para o gorducho e caricato baterista Abe Laboriel Jr., que espancou sem dó as caixas, surdos e pratos.
Intercalando músicas de sua carreira solo com os clássicos que marcaram a trajetória dos Beatles, e motivaram o público a pagar até R$ 700 por um ingresso, Paul colocou o Engenhão para dançar com “Drive My Car”.
Foto: Marcos Hermes/Divulgação
McCartney abusou do português e cumprimentou a plateia: "E aí cariocas"
Após mais duas músicas do The Wings, Paul voltou aos Beatles com a country “I’ve Just Seen Your Face”, já com um violão. Desta vez, falou em inglês: “É sempre ótimo para nós vir a este lugar, lindo lugar, com lindas pessoas, linda música... Vocês amam música? Nós amamos vocês! Yeah, yeah, yeah”, disse, ao iniciar “And I Love Her”.
Antes da faixa seguinte, “Blackbird”, Paul explicou: “Nos anos 60, tínhamos muitos problemas com os direitos civis. Ouvíamos esses problemas, especialmente as questões pelas quais os negros estavam passando. E escrevi essa música para eles”. Na sequência, uma homenagem a John Lennon: “Essa eu escrevi para o meu amigo John”, limitou-se a dizer Paul antes de cantar “Here Today”, encerrada com “essa foi para você, John”.
Curiosamente, apesar da pitada de política, a música com maior contexto político do show, "Give peace a chance", de John Lennon, não teve qualquer fala de apresentação e se fundiu com "A Day in Life", que pouco se encaixa, não musicalmente, mas neste aspecto. "Give peace a chance" foi composta enquanto o ex-presidente norte-americano Richard Nixon insistia em mandar mais jovens para a guerra no Vietnã, tentava deportar Lennon e Yoko Ono, e concorria à reeleição. A canção virou trilha de um protesto com meio milhão de pessoas em frente à Casa Branca. Foi cantada, no Rio, com o símbolo do movimento "hippie" no telão.
Outro momento que empolgou foi “Eleanor Rigby”, com o tecladista Paul Wickens sintetizando em seu Yamaha os violinos para acompanhar o violão e os backing vocals. Na parte final do show, em "Lady Madonna", ele voltou a se escorar na tecnologia. Na ausência de um sax, colocou um quase imperceptível, a não ser nas ampliações no telão, equipamento que pode ser descrito como um apito eletrônico. Na verdade, ali controlava, no sopro, a intensidade do instrumento, e, com as mãos, no teclado, dava as notas do sax virtual.
Na sequência, um tributo a George Harrison, com “Something”: “Essa é um tributo ao meu amigo George”, afirmou, enquanto algumas fotos dos Beatles, e muitas de Harrison, passavam no telão. Depois de “Band On The Run”, “Ob-la-di, Ob-la-da” e “Back in The USSR” fizeram o público dançar e pular, com Paul encerrando em imitação de gritinhos de lobo.
O único solo de guitarra que arriscou foi em “I’ve Got a Feeling”, novamente com uma Les Paul, antes de iniciar a série final só com músicas dos Beatles. De “Paperback Writer” a “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band”, intercalando petardos como “Helter Skelter” e "Day Tripper" (versão com boa pegada que usou guitarra semi-acústica ao lado de uma Fender Telecaster), foi pura nostalgia.
Em “Hey Jude”, que cantou antes de sair do palco para um rapidíssimo intervalo, os balões coloridos e cartazes de “na-na-na” emocionaram o cantor: "You are very cool, that 'na-na-na' was very nice (Vocês são muito legais. Aquele 'na-na-na' foi muito bom")". Durante o coro de "na-na-na", Paul voltou ao português: "Agora só as mulheres", disse. "Continuem as mulheres", emendou. Em seguida, escorregou, mas não comprometeu: "Agora todos mundos (sic)!".
Outro ponto alto foi o show pirotécnico na empolgante “Live and Let Die”. A potência das labaredas à beira do palco no refrão, além dos fogos de artificício lançados na frente e, em maior escala, nos fundos do palco, impressionaram. O fim, às 0h20, foi com "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band", chuva de papel picado e uma simples frase: “Até a próxima”. No caso, a próxima será nesta segunda-feira, no mesmo local.
Setlist
1 – Hello, Goodbye
2 – Jet
3 – All My Loving
4 – Letting Go
5 – Drive My Car
6 – Sing The Changes (The fireman song)
7 – Let Me Roll It
8 – The Long and Winding Road
9 – 1985
10 – Let’em In
11 – I’ve Just Seen a Face
12 – And I Love Her
13 – Blackbird
14 – Here Today
15 – Dance Tonight
16 – Mrs. Vandebilt
17 – Eleanor Rigby
18 – Something
19 – Band on The Run
20 – Ob-la-di, Ob-la-da
21 – Back in The USSR
22 – I’ve Got a Feeling
23 – Paperback Writer
24 – A Day in Life/ Give Peace a Chance
25 – Let it Be
26 – Live and Let Die
27 – Hey Jude
Bis
28 – Day Tripper
29 – Lady Madonna
30 – Get Back
Bis
31 – Yesterday
32 – Helter skelter
33 – Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band
Fonte Ig
ABSURDOOOO
Acusada de matar o amante, Verônica chega à delegacia no Rio
A região de Niterói, no Rio de Janeiro, está intrigada. Todas as manhãs as bancas de jornal expõem
manchetes sobre o caso da loira que teria matado um empresário no quarto de um motel. Sob a mira das câmeras e dos microfones postos diante da 77ª Delegacia de Polícia Civil, em Icaraí, a delegada Juliana Rattes se debruça sobre laudos e depoimentos para tentar descobrir o que ocorreu na madrugada do último sábado e o que teria motivado Verônica Verone, uma garota de 18 anos, a confessar o assassinato daquele que seria seu amante, Fábio Gabriel Rodrigues, 33 anos. Como ela teria conseguido? O que a teria motivado? São perguntas que permanecem diante de versões que se contradizem e, por vezes, soam fantasiosas.
A loira
Os parentes de Verônica Verone estão blindados. Ninguém fala sobre o que ocorreu ou sobre o comportamento da garota. Colegas da turma 831 do 9º ano da Escola Municipal João Monteiro, onde Verônica estudava, afirmam que a jovem gostava de sair e gostava de festa eletrônica. Descrevem Verônica como uma menina que chamava a atenção de todos por sua beleza.
A jovem morava com a mãe em Itaipuaçu, Maricá, município próximo a Niterói, área metropolitana do Rio de Janeiro. Seu pai morreu em janeiro de 2010. Após a morte, Verônica foi transferida do colégio particular Evolução, de Itaipuaçu, para a escola municipal.
Verônica se apresentou à polícia na segunda-feira, às 12h, após ter tido sua prisão preventiva decretada. Ela havia sido indiciada por homicídio qualificado por motivo fútil e tentativa de ocultação de cadáver. Em depoimento, Verônica confessou ter enforcado o empresário, que estaria desmaiado. Depois, tentou arrastar o corpo da vítima até a garagem do motel, onde estava o carro. Na quarta-feira, o laudo de local solicitado pela polícia não indicava sinais de estrangulamento no corpo de Fábio, demonstrando possível contradição e seu depoimento.
A delegada marcou para sábado a reconstituição do crime. O objetivo é saber se a menina seria capaz de arrastar o corpo do empresário, que tinha 1,90 m, escada abaixo até a porta da garagem, onde foi encontrado, ou se haveria uma terceira pessoa envolvida no crime. As imagens das câmeras de segurança do motel mostram o veículo de Fábio entrando no motel às 2h14 da madrugada de sábado. Um homem estava dirigindo, mas, segundo os policiais, não é possível identificar se era Fábio, pois os vidros da caminhonete são escuros. Às 6h27, o veículo deixa o local com Verônica ao volante.
“Não há evidências que comprovem o envolvimento de uma terceira pessoa, mas não descartamos a hipótese”, afirma a delegada. Juliana Rattes tenta desde segunda-feira, sem sucesso, entrar em contato com um suposto namorado que Verônica declarou ter no Rio de Janeiro.
Mesmo diante da confissão da suspeita, o advogado de Verônica apresentou outra versão. Segundo Rodolfo Thompson, a jovem sofria de síndrome do pânico de alta gravidade e tomava dez medicamentos diariamente. Contrariando a primeira versão, de que a jovem teria reagido a uma tentativa de abuso sexual por parte do empresário, Thompson afirmou que a jovem teve uma alucinação no momento em que Fábio teria tentado tirar a roupa de Verônica. Ela teria contado ao advogado que sofreu uma tentativa de abuso sexual por parte do pai quando tinha entre 7 e 8 anos e que, naquele momento, ela enxergou o empresário como sendo o pai e reagiu violentamente.
O advogado nega que os dois tenham praticado sexo. Segundo Thompson, a relação dos dois era de amizade. Fábio teria ido ao motel com Verônica, pois “se sentiria mais à vontade para beber”. Ele afirma ainda que, antes de ir ao motel, o empresário teria ingerido meio copo de um produto de limpeza. “Ele tomou por conta dele, porque quis. Parece que a mãe (de Verônica) esvaziou uma garrafa de vodka e, na falta da bebida, ele tomou o desinfetante”, afirmou Thompson.
O empresário
A família de Fábio se diz magoada com a versão apresentada pela defesa de Verônica. “Além de difamarem meu tio, insinuando que ele usava drogas, agora querem dizer que ele era louco”, afirma o sobrinho de Fábio. Eduardo Hugo Barroso Costa, 23 anos, se diz próximo ao empresário. “Ele me falava tudo. A gente sempre andava junto. Meu tio saía com ela porque era interessante para ele andar ao lado de uma mulher bonita. Para ela, era interessante sair com ele porque ele tinha dinheiro”, afirma o jovem.
Fábio, que era proprietário de um lava-jato, era o mais novo de cinco irmãos. Deixou dois filhos, um menino de 4 anos e uma menina de 7 anos. O sobrinho descreve o tio como brincalhão. “Ele era uma criança, vivia brincando com todo mundo. Gostava de bater papo, de contar piadas. Nos dávamos muito bem”, afirma.
Rosemary Barroso, uma das irmãs de Fábio, conta que desaprovava o relacionamento com a jovem. “Uma vez, ela foi até a minha casa com ele. Não deixei entrar. O Fábio estava separado, mas ainda não era divorciado”, conta. Segundo Rosemary, seu irmão não estava mais interessado em manter o relacionamento com Verônica. “Ele viu que tinha feito besteira. Estava sentindo falta da família”, afirma. Para Rosemary, a rejeição teria motivado Verônica a cometer o crime: “Ela já havia conseguido provocar a separação dele. Mas quando viu que ele não ia ficar com ela, ela fez o que fez”.
A família conta que a ex-mulher de Fábio está afastada para preservar os filhos. “As crianças sentem falta. Estão com saudades. Não sabem muito bem o que aconteceu ainda”, conta. Segundo ela, a família inteira está chocada. “Eu nem tive tempo de sofrer. Estou ajudando minha mãe. Está sendo muito difícil para ela”, afirma Rosemary.
Eduardo espera que a memória do tio seja preservada. “Um dia os filhos dele vão crescer e podem ver tudo isso que o advogado dela está falando do pai deles e isso não é verdade”, afirma o sobrinho. De acordo com a família, o empresário não usava drogas, mas gostava de beber.
Para Eduardo, o tio aceitou sair com Verônica na sexta-feira porque havia consumido álcool. “Ele já tinha bebido bastante. Ela ligou para ele. Uma mulher bonita daquelas”, afirma.
Rosemary acredita na condenação de Verônica: “Não acho que justiça possa ser feita. Não há o que pague o crime que essa menina cometeu. Mas que fique presa. Isso é pelo menos um alívio”.
A investigação
Para a delegada Juliana Rattes, algumas coisas precisam ser esclarecidas. O laudo de local, que ficou pronto na quarta-feira, indica novas possibilidades, que a delegada prefere não divulgar. Segundo ela, isso atrapalharia a investigação. Juliana ainda aguarda o laudo cadavérico para confirmar a inexistência de estrangulamento, visto que não havia sinais externos no corpo do empresário que indicassem a agressão.
Neste caso, há duas hipóteses: Fábio pode ter sido morto por envenenamento ou ter tido uma overdose. “Isso não descarta o envolvimento de Verônica. Se foi uma overdose, por que ela não chamou socorro, por que tentou levar o corpo?”, indaga.
A delegada duvida também da capacidade da jovem de transportar sozinha o corpo do empresário. Para ela, o envolvimento de uma terceira pessoa é uma possibilidade.
Juliana afirma também que o depoimento da mãe e da irmã de Verônica entram em contradição com os depoimentos da suspeita. “Há alguns momentos em que elas se contradizem. Ainda precisamos analisar melhor”, afirma. Um dos laudos mais importantes da perícia é o exame toxicológico do corpo de Fábio, que ainda não tem previsão para ficar pronto. Ele vai poder dizer o que a vítima ingeriu antes de morrer.
A delegada acredita que concluirá o inquérito em 30 dias, contando a partir do início das investigações. Nesta quinta-feira, a prisão temporário da jovem foi renovada para 25 dias. Verônica aguarda no presídio de Bangu 7.
manchetes sobre o caso da loira que teria matado um empresário no quarto de um motel. Sob a mira das câmeras e dos microfones postos diante da 77ª Delegacia de Polícia Civil, em Icaraí, a delegada Juliana Rattes se debruça sobre laudos e depoimentos para tentar descobrir o que ocorreu na madrugada do último sábado e o que teria motivado Verônica Verone, uma garota de 18 anos, a confessar o assassinato daquele que seria seu amante, Fábio Gabriel Rodrigues, 33 anos. Como ela teria conseguido? O que a teria motivado? São perguntas que permanecem diante de versões que se contradizem e, por vezes, soam fantasiosas.
A loira
Os parentes de Verônica Verone estão blindados. Ninguém fala sobre o que ocorreu ou sobre o comportamento da garota. Colegas da turma 831 do 9º ano da Escola Municipal João Monteiro, onde Verônica estudava, afirmam que a jovem gostava de sair e gostava de festa eletrônica. Descrevem Verônica como uma menina que chamava a atenção de todos por sua beleza.
A jovem morava com a mãe em Itaipuaçu, Maricá, município próximo a Niterói, área metropolitana do Rio de Janeiro. Seu pai morreu em janeiro de 2010. Após a morte, Verônica foi transferida do colégio particular Evolução, de Itaipuaçu, para a escola municipal.
Verônica se apresentou à polícia na segunda-feira, às 12h, após ter tido sua prisão preventiva decretada. Ela havia sido indiciada por homicídio qualificado por motivo fútil e tentativa de ocultação de cadáver. Em depoimento, Verônica confessou ter enforcado o empresário, que estaria desmaiado. Depois, tentou arrastar o corpo da vítima até a garagem do motel, onde estava o carro. Na quarta-feira, o laudo de local solicitado pela polícia não indicava sinais de estrangulamento no corpo de Fábio, demonstrando possível contradição e seu depoimento.
A delegada marcou para sábado a reconstituição do crime. O objetivo é saber se a menina seria capaz de arrastar o corpo do empresário, que tinha 1,90 m, escada abaixo até a porta da garagem, onde foi encontrado, ou se haveria uma terceira pessoa envolvida no crime. As imagens das câmeras de segurança do motel mostram o veículo de Fábio entrando no motel às 2h14 da madrugada de sábado. Um homem estava dirigindo, mas, segundo os policiais, não é possível identificar se era Fábio, pois os vidros da caminhonete são escuros. Às 6h27, o veículo deixa o local com Verônica ao volante.
“Não há evidências que comprovem o envolvimento de uma terceira pessoa, mas não descartamos a hipótese”, afirma a delegada. Juliana Rattes tenta desde segunda-feira, sem sucesso, entrar em contato com um suposto namorado que Verônica declarou ter no Rio de Janeiro.
Mesmo diante da confissão da suspeita, o advogado de Verônica apresentou outra versão. Segundo Rodolfo Thompson, a jovem sofria de síndrome do pânico de alta gravidade e tomava dez medicamentos diariamente. Contrariando a primeira versão, de que a jovem teria reagido a uma tentativa de abuso sexual por parte do empresário, Thompson afirmou que a jovem teve uma alucinação no momento em que Fábio teria tentado tirar a roupa de Verônica. Ela teria contado ao advogado que sofreu uma tentativa de abuso sexual por parte do pai quando tinha entre 7 e 8 anos e que, naquele momento, ela enxergou o empresário como sendo o pai e reagiu violentamente.
O advogado nega que os dois tenham praticado sexo. Segundo Thompson, a relação dos dois era de amizade. Fábio teria ido ao motel com Verônica, pois “se sentiria mais à vontade para beber”. Ele afirma ainda que, antes de ir ao motel, o empresário teria ingerido meio copo de um produto de limpeza. “Ele tomou por conta dele, porque quis. Parece que a mãe (de Verônica) esvaziou uma garrafa de vodka e, na falta da bebida, ele tomou o desinfetante”, afirmou Thompson.
O empresário
A família de Fábio se diz magoada com a versão apresentada pela defesa de Verônica. “Além de difamarem meu tio, insinuando que ele usava drogas, agora querem dizer que ele era louco”, afirma o sobrinho de Fábio. Eduardo Hugo Barroso Costa, 23 anos, se diz próximo ao empresário. “Ele me falava tudo. A gente sempre andava junto. Meu tio saía com ela porque era interessante para ele andar ao lado de uma mulher bonita. Para ela, era interessante sair com ele porque ele tinha dinheiro”, afirma o jovem.
Fábio, que era proprietário de um lava-jato, era o mais novo de cinco irmãos. Deixou dois filhos, um menino de 4 anos e uma menina de 7 anos. O sobrinho descreve o tio como brincalhão. “Ele era uma criança, vivia brincando com todo mundo. Gostava de bater papo, de contar piadas. Nos dávamos muito bem”, afirma.
Rosemary Barroso, uma das irmãs de Fábio, conta que desaprovava o relacionamento com a jovem. “Uma vez, ela foi até a minha casa com ele. Não deixei entrar. O Fábio estava separado, mas ainda não era divorciado”, conta. Segundo Rosemary, seu irmão não estava mais interessado em manter o relacionamento com Verônica. “Ele viu que tinha feito besteira. Estava sentindo falta da família”, afirma. Para Rosemary, a rejeição teria motivado Verônica a cometer o crime: “Ela já havia conseguido provocar a separação dele. Mas quando viu que ele não ia ficar com ela, ela fez o que fez”.
A família conta que a ex-mulher de Fábio está afastada para preservar os filhos. “As crianças sentem falta. Estão com saudades. Não sabem muito bem o que aconteceu ainda”, conta. Segundo ela, a família inteira está chocada. “Eu nem tive tempo de sofrer. Estou ajudando minha mãe. Está sendo muito difícil para ela”, afirma Rosemary.
Eduardo espera que a memória do tio seja preservada. “Um dia os filhos dele vão crescer e podem ver tudo isso que o advogado dela está falando do pai deles e isso não é verdade”, afirma o sobrinho. De acordo com a família, o empresário não usava drogas, mas gostava de beber.
Para Eduardo, o tio aceitou sair com Verônica na sexta-feira porque havia consumido álcool. “Ele já tinha bebido bastante. Ela ligou para ele. Uma mulher bonita daquelas”, afirma.
Rosemary acredita na condenação de Verônica: “Não acho que justiça possa ser feita. Não há o que pague o crime que essa menina cometeu. Mas que fique presa. Isso é pelo menos um alívio”.
A investigação
Para a delegada Juliana Rattes, algumas coisas precisam ser esclarecidas. O laudo de local, que ficou pronto na quarta-feira, indica novas possibilidades, que a delegada prefere não divulgar. Segundo ela, isso atrapalharia a investigação. Juliana ainda aguarda o laudo cadavérico para confirmar a inexistência de estrangulamento, visto que não havia sinais externos no corpo do empresário que indicassem a agressão.
Neste caso, há duas hipóteses: Fábio pode ter sido morto por envenenamento ou ter tido uma overdose. “Isso não descarta o envolvimento de Verônica. Se foi uma overdose, por que ela não chamou socorro, por que tentou levar o corpo?”, indaga.
A delegada duvida também da capacidade da jovem de transportar sozinha o corpo do empresário. Para ela, o envolvimento de uma terceira pessoa é uma possibilidade.
Juliana afirma também que o depoimento da mãe e da irmã de Verônica entram em contradição com os depoimentos da suspeita. “Há alguns momentos em que elas se contradizem. Ainda precisamos analisar melhor”, afirma. Um dos laudos mais importantes da perícia é o exame toxicológico do corpo de Fábio, que ainda não tem previsão para ficar pronto. Ele vai poder dizer o que a vítima ingeriu antes de morrer.
A delegada acredita que concluirá o inquérito em 30 dias, contando a partir do início das investigações. Nesta quinta-feira, a prisão temporário da jovem foi renovada para 25 dias. Verônica aguarda no presídio de Bangu 7.
sábado, 23 de abril de 2011
SEMANA SANTA
A Semana Santa na Arquidiocese do Rio começa neste domingo, 17 de abril, com as cerimônias do Domingo de Ramos.
O Arcebispo do Rio, Dom Orani Tempesta dará a benção aos ramos dos fiéis, às 9 horas, na parte externa da Catedral de São Sebastião, na Avenida Chile. Logo após começa a procissão dos ramos – que recorda a entrada de Cristo em Jerusalém – em direção à Catedral, onde Dom Orani celebra a missa solene.
O programa das cerimônias da Semana Santa na Catedral prossegue na quinta-feira, 21 de abril, às 9 horas, com a solene Missa do Crisma, também chamada “Missa da Sagração dos Santos Óleos”, quando Dom Orani sagrará os óleos que serão utilizados em todas as 258 paróquias da cidade. Nesta missa, os sacerdotes do clero da Arquidiocese concelebram a missa e renovam os votos sacerdotais. Ao final da cerimônia, marcando a unidade da Arquidiocese, Dom Orani a cada uma das representações dos sete Vicariatos Episcopais, um frasco de cada um dos Santos Óleos (Crisma, Catecúmenos e Unção dos Enfermos) que serão redistribuídos pelas paróquias e utilizados nos sacramentos até Quinta-feira Santa do próximo ano.
Na parte da tarde da Quinta-feira Santa, às 18 horas, a Igreja inicia o Tríduo Sagrado, com a solene Missa da Ceia do Senhor, quando se recorda a instituição da Eucaristia e do Sacerdócio. Dom Orani presidirá essa cerimônia na Igreja da Candelária, na Praça Pio X, no Centro, onde lavará os pés de 12 homens. Já a Catedral ficará aberta até a meia-noite para que os fiéis possam fazer sua Adoração ao Santíssimo Sacramento, juntamente com os Adoradores Noturnos da Igreja de Sant’Ana.
Na Sexta-feira Santa, dia 22 de abril, único dia do ano em que não são celebradas missas, na Catedral haverá às 15 horas, a solene Função Litúrgica comemorativa da Paixão e Morte de Cristo. Essa liturgia, composta por leituras, cantos e distribuição da comunhão, não é missa, mas uma liturgia, presidida por Dom Orani e que lembra o sofrimento e a morte de Cristo na Sexta-feira Santa. Depois da cerimônia, às 17h30, sairá da Catedral a procissão do Senhor morto, com as imagens de Nossa Senhora das Dores e do Senhor Morto que percorrerão ruas próximas à Catedral e Dom Orani levará a relíquia do Santo Lenho – um fragmento da Cruz de Cristo. Nos Arcos da Lapa, após a procissão, a Arquidiocese do Rio através de sua Associação Cultural, promove, às 19h00 a encenação do Auto da Paixão de Cristo. Esta será a 41ª apresentação promovida pela Arquidiocese.
O sábado santo, dia 23 de abril, dia de silêncio para os cristãos que aguardam a ressurreição de Cristo, a solene Vigília Pascal na Catedral de São Sebastião começa às 20 horas. A cerimônia é iniciada na parte externa da Catedral com a benção do fogo de onde será retirada uma chama com a qual o Arcebispo do Rio irá acender o Círio Pascal, simbolizando a luz do Cristo Ressuscitado. A vigília prossegue depois no interior do templo com o canto do anúncio da Ressurreição de Cristo, a renovação das promessas do Batismo.
No Domingo da Páscoa, 24 de abril, a Ressurreição do Senhor, Dom Orani celebrará às 05h00 a Missa da Alvorada da Páscoa, na Igreja de São Jorge, na Praça da República terá missa solene às 10 horas celebrada por Dom Orani. Esse dia será marcado por um almoço de Páscoa que a Pastoral Social da Catedral de S. Sebastião oferecerá aos moradores de rua.Dom Orani dará a benção às 11h45 e servirá o primeiro prato.
A Arquidiocese do Rio vai transmitir todas as cerimônias da Semana Santa na Catedral através de sua emissora, a rádio Catedral FM 106,7 para possibilitar que as pessoas idosas, doentes, presos e outras que não podem sair de casa acompanhem as cerimônias e possam participar espiritualmente.
Fonte Assessoria de imprensa da Arquidiocese do Rio de Janeiro
domingo, 17 de abril de 2011
LUTO
O corpo de Wellington Menezes de Oliveira permanece no Instituto Médico-Legal (IML) do Rio, informaram funcionários do órgão na manhã deste domingo. A família do rapaz, que matou 12 crianças e feriu outras 12 na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, no último dia 7, tem até quinta-feira para retirar o cadáver. Caso contrário, Wellington será enterrado como indigente possivelmente no Cemitério de Santa Cruz.
segunda-feira, 28 de março de 2011
INCÊNDIO
- O Corpo de Bombeiros conseguiu controlar, no início da noite desta segunda-feira, após mais de quatro horas, o incêndio de grandes proporções que atingiu o Palácio Universitário da Praia Vermelha, no campus da UFRJ, em Botafogo, Zona Sul do Rio.
A fumaça tomou conta do céu da cidade e foi vista de alguns pontos da Zona Sul. Os alunos foram instruídos a deixarem o local e o trânsito ficou bastante complicado nas imediações, em especial nas Avenidas Pasteur e Venceslau Brás, em Botafogo.
De acordo com a instituição de ensinol, o fogo que atingiu, principalmente, o Fórum de Ciência e Cultura (FCC) e a Faculdade de Educação (FE), no segundo andar do prédio, provocou a completa evacuação do local e não deixou vítimas.
Ainda segundo a URFJ, as atividades nas unidades que funcionam no Palácio estão suspensas nesta terça-feira, quando serão realizados testes no sistema elétrico. O reitor Aloisio Teixeira está no campus da UFRJ na Praia Vermelha e acompanha o trabalho dos bombeiros. De acordo com ele, ainda não é possível saber se o incêndio atingiu o arquivo da FE-UFRJ, que abriga documentos históricos dos 90 anos da instituição.
Trânsito
O Centro de Operações informou, nesta noite, que devido ao incêndio na UFRJ, o acesso à Urca está, temporariamente, fechado
A fumaça tomou conta do céu da cidade e foi vista de alguns pontos da Zona Sul. Os alunos foram instruídos a deixarem o local e o trânsito ficou bastante complicado nas imediações, em especial nas Avenidas Pasteur e Venceslau Brás, em Botafogo.
De acordo com a instituição de ensinol, o fogo que atingiu, principalmente, o Fórum de Ciência e Cultura (FCC) e a Faculdade de Educação (FE), no segundo andar do prédio, provocou a completa evacuação do local e não deixou vítimas.
Ainda segundo a URFJ, as atividades nas unidades que funcionam no Palácio estão suspensas nesta terça-feira, quando serão realizados testes no sistema elétrico. O reitor Aloisio Teixeira está no campus da UFRJ na Praia Vermelha e acompanha o trabalho dos bombeiros. De acordo com ele, ainda não é possível saber se o incêndio atingiu o arquivo da FE-UFRJ, que abriga documentos históricos dos 90 anos da instituição.
As chamas atingiram três andares do prédio e atingiu a capela | Foto: Fernando Souza / Agência O Dia
O prédio do Palácio Universitário passava por obras de restauração. De acordo com o reitor, caso seja comprovada a relação entre as obras e o sinistro, a universidade estuda a possibilidade de tomar medidas judiciais contra a empresa contrada pelas obras. Aloisio Teixeira garantiu também que o prédio passa por manutenções periódicas e que os extintores foram substituídos recentemente.Trânsito
O Centro de Operações informou, nesta noite, que devido ao incêndio na UFRJ, o acesso à Urca está, temporariamente, fechado
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